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Agentes culturais querem recuperação do património cinematográfico

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Esta pretenção vem expressa no comunicado final do VII Conselho Consultivo do Ministério da Cultura que teve lugar nesta cidade sob orientação da ministra Carolina Cerqueira.

A actual situação do cinema angolano é caracterizado pela estagnação, com falta de financiamento dos projectos, profissionais com necessidade de formação e falta de salas para a exibição das poucas obras produzidas.

Pretende-se, com efeito, o ressurgimento do Fundo de Desenvolvimento do Cinema e a produção de diplomas complementares à regulação do sector do cinema e audiovisual.

Os participantes apontaram ainda para a necessidade de se apresentarem propostas para o modelo de utilização da Ex-Tourada, das antigas instalações da Assembleia Nacional e do Teatro Avenida.

Para o efeito, consideram que deve procurar por financiamento para os projectos culturais de nível provincial e municipal, relacionados com a valorização do património histórico-cultural e das indústrias culturais e criativas, tendo em conta o processo de descentralização e desconcentração dos serviços em curso no país.

Consideram igualmente que se deve elaborar projectos na área da cultura e artes, bem como impulsionar um movimento solidário nacional a favor das vítimas da seca no sul do país, envolvendo homens e mulheres da cultura.

Durante os dias 27 e 28 deste mês, os membros do Conselho Consultivo Alargado analisam o programa de acções do sector cultural incluído no Plano Nacional de Desenvolvimento 2018-2022, os programas ligados à valorização e dinamização do património histórico-cultural, os projectos de candidaturas do Cuito Cuanavale e do Corredor do Kwanza na lista do património mundial.

Os agentes culturais passam, igualmente, em revista aspectos ligados aos programas de fomento das artes e das indústrias culturais e criativas, a diplomacia cultural, programas culturais provinciais, municipais e locais.

A agenda incluiu também abordagem sobre o III encontro nacional das autoridades tradicionais, o Festival Internacional do Kongo (FestiKongo), a Bienal de Luanda-Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, o programa de implementação do Direito de Autor e Arrecadação de Receitas, bem como o fenómeno religioso.

O programo fecha terça-feira com visitas à barragem das Mabubas, ao local Turístico Açude e ao Turismo Agro preenchem a agenda de trabalho que vai levar a Caxito agentes culturais do país.

 

 

Fonte: Angop

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