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Angola Telecom tem novo coordenador da Comissão de Gestão

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A empresa estatal de telefonia fixa e prestação de serviços de Internet, Angola Telecom, conta com um novo coordenador da Comissão de Gestão Interina desde o mês passado, avançou fonte da empresa pedindo anonimato. O novo CEO da Angola Telecom chama-se Adilson dos Santos que substitui Eduardo Domingos Sebastião, nomeado para o cargo em 2017. Já desempenharam as mesmas funções de coordenador da Comissão de Gestão Interina da Angola Telecom Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão, nomeado através do Despacho 182/12 de 11 de Maio de 2016, do ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação, e Manuel António, que deu lugar a Eduardo Sebastião em finais de 2017. Adilson dos Santos, que assume agora os destinos da Angola Telecom é um antigo quadro da empresa, onde já desempenhou as funções de chefe de STIAS, administrador de sistemas de 2003 a 2007. Desde 2017 desempenhava a função de membro da comissão que doravante passa a liderar.

Até ao fecho desta edição, o gestor encontrava-se no exterior em missão de serviço, pelo que não foi possível apurar se irá manter ou não os planos de restruturação da empresa pública definida pelos seus antecessores. Desde 2010 que a Angola Telecom tem levado a cabo um processo de restruturação que culminará com a sua privatização parcial. Entre os planos de restruturação da Angola Telecom consta a privatização de 45% do capital social da empresa e o investimento de mais de 200 milhões USD para o lançamento da terceira operadora de telefonia móvel, segundo avançou o coordenador cessante, Eduardo Sebastião, em conferência de imprensa no ano passado. O ex-coordenador da Comissão de Gestão Interina apontou que o investimento será realizado em parceria com um futuro investidor, depois de concretizada a privatização.

Terceira operadora móvel é de Angola

Telecom Angola Telecom é detentora de uma licença global para exploração de vários serviços, entre os quais de telefonia móvel. Quando assumiu a gestão da empresa, Eduardo Sebastião garantiu que a companhia estava a preparar-se para tornar-se no terceiro operador de telefonia móvel, com a adopção de serviços da rede móvel, de voz, dados e televisão. Mas, para já, disse Eduardo Sebastião, na altura, a prioridade da sua gestão recaia para o projecto da recuperação da empresa para que fosse auto-sustentável, com vista a partir para a execução dos serviços da telefonia móvel. Assim, a empresa pública de telecomunicações, que completa em 2019 27 anos de existência, pretendia recuperar os cerca de 150 000 clientes que deixaram de usar a rede fixa nos últimos sete anos. Quanto à alienação de 45% do capital da operadora, o coordenador cessante garantiu no ano passado que o processo está em fase de avaliação do valor patrimonial da companhia e das acções a alienar. O gestor declarou, na altura, que o processo segue de acordo com o programa traçado, sem, no entanto, adiantar prazos. “A próxima fase é consagrada à elaboração dos termos de referência e a submissão dos cadernos de encargos. Acto contínuo, será aberto o concurso público para as empresas interessadas no processo”, referiu, na altura, o CEO cessante, Eduardo Sebastião.

Falando no edifício sede no âmbito do 26º aniversário da Angola Telecom, comemorado a 6 de Março de 2018, Eduardo Sebastião avançou que a empresa contava com 50 000 clientes activos, tendo indicado que estavam a ser feitos trabalhos para identificar e localizar todas as cabines telefónicas existentes para serem reactivadas, ao mesmo tempo que a Angola Telecom já tinha identificado1500 cabines. Contactado pelo Mercado, Eduardo Sebastião limitou-se a dizer que já não pode falar em nome da Angola Telecom, uma vez que assumiu um novo desafio na Angola Cable, operador de telecomunicações de cabos de fibra óptica. Dados do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) indicam que em 2017 apenas 1% da população (280 mil habitantes) tem telefone fixo instalado e aproximadamente 161 mil habitantes são usuários de Internet da rede fixa.

O INACOM refere que existem três operadoras de telefonia fixa, sendo que Angola Telecom detém 59% quota de mercado. Angola Telecom é uma empresa pública criada pelo Decreto nº 10/92 de 6 de Março como resultado da fusão das antigas empresas estatais ENATEL e EPTEL. A partir de 1980 até à efectiva constituição da Angola Telecom as telecomunicações eram asseguradas por dois operadores públicos complementares. A EPTEL dedicava-se a assegurar as comunicações internacionais enquanto a ENATEL tinha como foco as comunicações domésticas.

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