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Antigo ministro dos Transportes detido por desvio de fundos

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O antigo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás encontra-se detido desde hoje em Luanda, por suposto envolvimento no desvio de fundos do Conselho Nacional de Carregadores, disse à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

Segundo o porta-voz da Procuradoria-Geral da República de Angola, Álvaro João, foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva a Augusto da Silva Tomás e a “alguns membros do Conselho Nacional de Carregadores”.

Álvaro João referiu que, ainda hoje, será divulgado um comunicado de imprensa com mais esclarecimentos sobre o assunto.

A detenção de Augusto Tomás foi igualmente confirmada à Lusa por fonte dos serviços prisionais, que informou que o antigo governante angolano se encontra “privado de liberdade” desde a tarde de hoje no Hospital Prisão de São Paulo.

Augusto da Silva Tomás foi afastado do cargo pelo Presidente de Angola, João Lourenço, em Junho deste ano, não tendo sido avançados os motivos da sua exoneração.

A exoneração de Augusto Tomás, antigo ministro da Economia e Finanças de Angola e na tutela dos Transportes desde a presidência do ex-chefe de Estado José Eduardo dos Santos, ocorreu em torno de uma polémica sobre uma anunciada parceria público-privada para a constituição de uma companhia aérea.

Na altura, João Lourenço declarou apenas, sem avançar mais pormenores, que a parceria não iria avançar.

“Não vai adiante, não vai sair, não vai acontecer, por se tratar de uma companhia fictícia”, disse João Lourenço.

Sobre o Conselho Nacional de Carregadores, a Inspecção Geral do Estado já tinha anunciado este ano que estavam a decorrer investigações por alegada gestão danosa daquele órgão tutelado pelo Ministério dos Transportes.

A 27 de Junho último, Augusto da Silva Tomás, foi chamado a prestar esclarecimentos  na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da PGR, a margem de  um processo que estava a ser conduzido pela instrutora Petra Romana Timóteo Correia.

Em causa, estão os resultados de uma inspecção feita às empresas públicas do sector dos transportes que foram reencaminhados para o ministério público.

Os principais gestores destas empresas tem sido ouvido sob termo de identidade e residência, de que resultou no confisco dos seus passaportes. Augusto Tomás foi ouvido por ter sido o responsável máximo deste departamento governamental.

 

FONTE: Tpa

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