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Arguidos do caso Burla Tailandesa começam a depor

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Luanda – O julgamento do Caso Burla Tailandesa, iniciado quinta-feira última, na 1ª Câmara Criminal do Tribunal Supremo, entra hoje (sexta-feira) na sua segunda sessão, a ser marcada pela audição de dois, dos 10 arguidos acusados de tentar lesar o Estado angolano em 50 mil milhões de dólares.

Trata-se dos réus Reveeroj Ritchoteanan (tailandês) e Celeste Marcelino de Brito António (angolana).

No primeiro dia do julgamento, aberto ao público, foi feita a leitura do despacho de acusação, pelo Ministério Público, e da pronúncia, pelos juízes da causa.

Durante a sessão, houve ainda a contestação de três, dos dez advogados de defesa.

O caso Mega Burla Tailandesa está a cargo dos juízes Domingos Mesquita, Daniel Modesto e Aurélio Simba. Do processo constam 10 réus e 38 declarantes.

Entre os arguidos está o ex-director da extinta Unidade Técnica para Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia, outros três angolanos, quatro tailandeses, um canadiano e um eritreu.

Todos são acusados pelo Ministério Público (MP) de terem praticado crimes de falsificação de documentos, burla por defraudação, associação de malfeitores e branqueamento de capitais.

Ficou ilibado do processo, pelo Tribunal Supremo, o ex-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda, ainda na fase da instrução contraditória (expediente penal utilizado para aferir o grau de culpabilidade dos acusados, antes do julgamento).

O esquema foi revelado em 2017, quando supostos investidores tailandeses, com alegadas cumplicidades de cidadãos nacionais, tentaram “burlar” o Estado angolano.

 

Fonte: Angop

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