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As prioridades dos partidos para 2019: MPLA vai-se empenhar no apoio ao Executivo

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A preparação das eleições autárquicas, a coesão no seio dos partidos e no país, o apoio do Executivo na busca de soluções para os vários problemas que afligem a sociedade angolana, são os temas eleitos como desafios para este ano pelos quatro partidos políticos com assento na Assembleia Nacional ouvidos a esse propósito pelo NJOnline.

O secretário para informação do MPLA, Paulo Pombolo, o porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, Manuel Fernandes do colégio presidencial da CASA-CE, o presidente do PRS, Benedito Daniel e o seu homólogo da FNLA, Lucas Ngonda, apresentaram o ponto de vista dos seus partidos para o presente ano.

Paulo Pombolo disse ao NJOnline que este ano, os angolanos, contarão, “como sempre”, com “um partido preparado para os desafios que o Pais vai enfrentar”, destacando “a realização das autarquias, a continuidade dos processos em curso da moralização da sociedade, traduzidos no fortalecimento das instituições, na reposição da autoridade do Estado, no combate à corrupção, ao nepotismo, bem como na busca de soluções mais realistas a fim de ultrapassar a crise económica e financeira que o Pais esta atravessar”.

O MPLA “vai apoiar o Executivo na busca dessas soluções e mobilizar os angolanos para essa empreitada, que visa melhorar as condições de vida dos cidadãos”, asseverou.

“Autarquias é um processo que tem como objectivo governar próximo do povo, o MPLA tem consciência da importância das autarquias, pelo impacto positivo que poderão trazer na vida das pessoas”, frisou.

Por isso, de acordo com o porta-voz do MPLA, “vão participar na discussão e aprovação da legislação autárquica e criar as condições indispensáveis para a sua concretização”.

Para Paulo Pombolo “a crise económica constitui sempre um elemento perturbador das economias, e, se persistir, o Executivo saberá como agir para que sejam implementados os projectos inscritos no OGE/2019 e o sentido de priorização deve ser tido em conta”.

“O Orçamento Geral do Estado é um instrumento de previsão de receitas e despesas, entendido assim, ele pode sofrer reajustamentos pontuais em função das circunstâncias de cada período”, acrescentou.

Relativamente à unidade no seio do partido adiantou que “não há nada que coloque em causa a unidade do partido, e o MPLA está unido, coeso e cada vez mais preparado para cumprir com o seu papel de condutor dos destinos do Pais, em resposta a confiança que o povo angolano lhe depositou nas últimas eleições de Agosto de 2017”.

O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, disse que o seu partido vai continuar a exigir a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito para se averiguarem responsabilidades políticas e administrativas nas várias situações anormais que ocorrem no País.

Durante os debates do pacote legislativo na Assembleia Nacional, segundo Sakala, a UNITA mantém a sua posição de implementação de autarquias em Angola “já e em todos os municípios”, contraponto com o modelo progressivo, defendido pelo Governo do MPLA.

A UNITA também espera que este ano o Governo aperfeiçoe os mecanismos para dar solução aos múltiplos problemas que ainda afligem a população angolana.

O principal partido da oposição em Angola vai insistir na despartidarização do Estado a fim de permitir que a reforma das instituições públicas se realize com sucesso.

Para este ano, a UNITA vai empenhar-se na preparação da realização do XIII Congresso Ordinário agendado para o segundo semestre de 2019.

Depois da Convenção Ampla para a Salvação de Angola Coligação Eleitoral (CASA-CE) responder ao desafio das autarquias, com à formação dos seus quadros, este ano a organização tem as suas atenções viradas para a resolução dos problemas internos e na preparação das eleições autárquicas.

O membro do colégio presidêncial da coligação, Manuel Fernandes, reconheceu que 2018 foi um ano negativo para a coligação face à crise interna que dividiu os seus membros.

“O presente ano será diferente. Vamos restabelecer a unidade e coesão interna, não obstante existirem ainda algumas questões que já estão a ser ultrapassadas” reconheceu Manuel Fernandes.

O político recomendou firmeza, tranquilidade e vigilância aos membros e militantes da coligação no quadro da preparação das autarquias, previstas para 2020.

“O pacote legislativo para as autarquias será aprovado este ano e a CASA-CE tem contribuições substancias para o enriquecimento das Leis”, acrescentou, apelando ao MPLA paaa colaborar com as outras forças políticas neste processo de transcendente importância para todos os angolanos.

Segundo Manuel Fernandes, a coligação, não obstante o que já fez na aprovação do Orçamento Geral do Estado 2019, vai ajudar o Governo com ideias para a resolução de vários problemas que afectam a sociedade.

“Tudo faremos para que a Assembleia Nacional fiscalize as acções do Governo. Esse controle que o MPLA rejeita sempre, vai ajudar os gestores públicos a trabalharem com muita responsabilidade e cumprirem com êxito o programa do Governo”, frisou.

O Partido de Renovação Social (PRS) nomeou 2019 como sendo o ano de reencontro com todos os quadros desavindos e de preparação das futuras eleições autárquicas marcadas para 2020.

O PRS, segundo o seu presidente, Benedito Daniel, tem enfrentado nos últimos anos graves consequências, com a saída dos seus melhores quadros, situação que pretende inverter este ano.

“A saída de muitos quadros prejudicou o partido durante as eleições de 2017 em que a organização conseguiu apenas dois deputados. Não queremos repetir este cenário nos próximos tempos, por isso, apelamos ao regresso de todos e serão bem-vindos”, disse Benedito Daniel.

O político, que defende a realização das eleições em todo o território nacional, disse que “as autárquicas vão ser, sem dúvida, um acontecimento relevante, tendo em atenção as repercussões da existência de um poder local com capacidade para resolver problemas das populações, num quadro de descentralização administrativa”.

“Espero que nos debates sobre o pacote legislativo autárquico, o MPLA, que tem a maioria no parlamento, colabore neste processo tão importante para o desenvolvimento do País”, solicitou.

“O debate sobre as autarquias locais em Angola deve começar por valorizar o ponto de vista de cada formação política com assento no parlamento, porque a imposição não ajuda a resolver os problemas que a população angolana atravessa”, aconselhou, defendendo a fiscalização das acções do Executivo pelos deputados durante o ano em curso.

Os mesmos problemas do PRS, no que diz respeito à reconciliação interna, tem também a FNLA que defende a união de todas as franjas discordantes.

“Só unidos, o nosso partido ficara cada vez mais forte”, disse o presidente Lucas Ngonda.

A crise no seio da FNLA foi despoletada em 1998, depois de Lucas Ngonda ter decidido afastar-se da liderança de Holden Roberto, por alegada má gestão do partido.

“Gente de má-fé continua a destabilizar o nosso partido histórico, por não reconhecerem a liderança da FNLA reconhecida pelo Tribunal Constitucional. Mas temos confiança que a situação será resolvida nos próximos dias”, assinalou.

Lucas Ngonda sublinhou a importância das autarquias do ponto de vista de tratamento dos assuntos inerentes ao ordenamento do território, saneamento básico, saúde, educação, cultura, ambiente, desporto e outros aspectos de interesse das comunidades locais.

O presidente da FNLA pediu maior empenho este ano ao Executivo, visando dar respostas eficazes aos principais problemas das populações.

 

Fonte: AngoNotícias

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