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Bodiva deverá ser privatizada

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A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) também deverá entrar no ‘pacote’ de empresas a privatizar, revela o CEO da instituição.

Ao Mercado, Patrício Vilar lembra que é esta a tendência das bolsas a nível mundial e que a Bodiva foi constituída desde o início como Sociedade Anónima (SA), o mesmo passo que empresas públicas a privatizar terão que dar para serem alienadas, no todo ou em parte.

Patrício Vilar destaca que a entidade “já é auto-suficiente” desde o ano passado (ver caixa ao lado), em que teve resultados positivos, e que, em termos de modelo de governance, está alinhada com as melhores práticas internacionais, com um conselho de administração e uma comissão executiva.

Patrício Vilar defende que “o que faz sentido é que os futuros accionistas sejam os membros do mercado”, pelo que a venda “deve ser directa” e não via oferta pública inicial (IPO, no acrónimo anglo-saxónico) , um modelo que deverá ser seguido na privatização de várias empresas públicas, conforme anunciado pelo Governo.

A EMIS, que gere a rede Multicaixa tem também como accionistas os seus utilizadores – ou seja, os bancos -, o mesmo modelo usado, por exemplo, na congénere portuguesa, a UNICRE. “Somos uma empresa tecnológica, com uma plataforma de negociação, tal como a própria EMIS”, avança o gestor, para quem a privatização da BODIVA “é um sinal que devemos dar ao mercado”, numa altura em que se fala da venda de empresas do Estado.

“A bolsa é dos membros e dos emitentes, é assim em todo o lado”, reforça Patrício Vilar, escusando-se, contudo, a avançar com uma data para a privatização da instituição – ou de outras empresas. A nova Lei de Bases das Privatizações, que esteve em consulta pública, não foi ainda aprovada pela Assembleia Nacional, e apenas após esse momento deverá ser conhecida a lista de empresas que o Estado pretende privatizar, explica o gestor, avançando que o programa de privatizações irá estender-se por cinco anos.

Patrício Vilar explica que a Lei prevê a possibilidade de, antes de as empresas irem para a bolsa,haver leilões para a aquisição de direitos para a compra de participações em IPO.

Estes leilões (block trade), que serão antecedidos de uma pré-qualificação, serão destinados a parceiros industriais em cada sector, sendo também uma forma de, ao entrarem desde logo nas empresas, os futuros accionistas poderem contribuir para melhorar a sua gestão e os seus mecanismos de reporte.

 

FONTE: Angonotícias

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