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Café de Angola sem ameaça de extinção

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O mercado nacional vai assistir a um aumento da produção de café de variedades da espécie  Robusta, contrariando os estudos das revistas especializadas “ScienceAdvances” e “Global Change Biology”, que declaram em vias de extinção 60 por cento das 124 espécies existentes no mundo .

O presidente da Associação Nacional do Café, Cacau e Palmar de Angola (CAFANG) e director-geral da Nova Procafé, João Ferreira, informou que, em Março, Angola exporta 200 toneladas de café para os mercados do Dubai, China, Portugal e Suíça.

“Estamos a recuperar terras com a criação de mudas para distribuir aos produtores tradicionais”, anunciou.
O director-geral da Nova Procafé considera o estudo um “falso alarme” e que, caso seja verdadeiro, a situação de extinção de espécies não poderá afectar o mercado angolano, uma vez que o consumo de café importado não determina o comércio do produto.

“Tradicionalmente, a província do Uíge tinha maior produção, mas agora o Cuanza-Sul supera, com a criação de viveiros em várias fazendas”, referiu.

A Nova Procafé tem desenvolvido um processo de comercialização do café plantado na província do Cuanza-Norte, no município de Camabatela, ao que se vai juntar uma vasta área de Malanje. “Queremos agora explorar estes locais para garantir um aumento significativo da produção nacional e atingir níveis históricos”, disse.
Em 1973, recordou, o país produzia 240 mil toneladas de café, contra as actuais seis mil, segundo dados do Instituto Nacional do Café (INCA).

João Ferreira informou que, desde a semana passada, desenvolve-se no Cuanza-Norte um programa de recuperação de 1.872 hectares de uma das fazenda para o aumento da produção.
O director do Instituto Nacional do Café (INCA), João Ferreira Neto, informou que o país conta com variedades que pertencem a espécie de café Robusta, estando especializado nas sub-espécies Amboim, Ambriz, Cazengo e Cabinda.

Avançou que as pragas nunca foram problemas para as plantações no país. “Temos especialistas preparados para atender a esta situação”, disse João Ferreira Neto, confirmando a resistências das espécies angolanas.

 

Fonte: Jornal de Angola

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