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Electrificação complemento para custos de comunicações no país

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O director de Relações Institucionais da Unitel, Humberto Mbote, mostrou-se optimista em relação aos benefícios do Angosat-1, mas condicionou a redução real dos custos de telecomunicações à electrificação e segurança no país.

Em declarações à Angop sobre “Os ganhos do Angosat-1 para o país”, o responsável frisou que, a partir do momento em que o satélite estiver em órbita, será resolvida a grande componente de custos.

Os preços das companhias nacionais deverão ser mais competitivos face aos das internacionais, por meio do pagamento em kwanzas dos custos operacionais – disse Humberto Mbote.

Para si, o facto de o satélite angolano poder cobrir outros países há-de atrair divisas para Angola.

“Oitenta porcento da capacidade do satélite vai ficar sob gestão da Infrasat para comercializar aos operadores locais e internacionais e 20 porcento reservado para questões estratégicas – frisou.

Apesar do seu optimismo sobre o eventual impacto dos preços ao consumidor final, o responsável da Unitel considerou que a redução não será a esperada, devido aos componentes de manutenção das telecomunicações.

“Ou seja, para nós mantermos um site, por exemplo, é preciso uma fonte alternativa de energia, o que torna cara a sua manutenção (…) e com isto não haverá o esperado retorno para o consumidor final” – avançou.

Mesmo com a adicção na produção de energia eléctrica do país com 750 mw do Ciclo Combinado do Soyo e 500 mw das duas turbinas da Barragem de Laúca, Angola continua a registar um déficit energético que obriga as operadoras de telefonia móvel a depender de fontes alternativas (geradores diesel) para alimentar as suas antenas repetidoras, o que torna oneroso a sua manutenção e encarece os custos para o consumidor final.

O Angosat 1 será o primeiro satélite de comunicação de Angola e deverá ser lançando este mês a partir do cosmódromo de Baikonur do Cazaquistão, embora não se tenha divulgado uma data oficial.

A 27 de Novembro, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que o projecto do Angosat 1 estava na fase de integração do satélite com o módulo lançador, o que condiciona a determinação de uma data para a sua colocação em órbita.

Antes, a 13 de Novembro, em Luanda, o vice-primeiro-ministro da Federação Russa, Yuri Trutnev, garantiu que o satélite AngoSat-1, construído pela Corporação Energética de Míssil e Espaço da Rússia, para o Governo angolano, está programado para ser lançado este mês.

 

Fonte: Angop

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