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Milhares de refugiados congoleses abandonam campo em Angola

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O ministro da Defesa de Angola, Salviano Sequeira, deslocou-se de urgência à província da Lunda-Norte, esta Segunda-feira, ondeoitomil refugiados congoleses decidirameste fim de semana abandonar à pé, o campo de refugiados do Lóvua ,rumo à fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).

Em declarações à imprensa pública o ministro Sequeira, que chefia uma delegação interministerial, disse que o governo está a criar as condições para permitir a saída dos congoleses em segurança garantindo o apoio necessário às mulheres e crianças.

O governante anunciou para esta terça- feira uma “provável” vindaaLuanda de uma delegação do governo congolês para com as autoridadesangolanas definirem um novo calendário para o repatriamento de refugiados.

O ministro da Defesa deAngola lembrou queo governo da província congolesa de Cassaitinha assegurado que“estavam criadas as condições”para o regresso dos refugiados, na sequência de um encontrorealizado em Julho último onde ficou acordado que as partes deviam definircalendário para o regresso dos refugiados do Lóvua”

Entretanto, o governo provincial da Lunda-Norte deu a conhecer ,em comunicado, que“a inesperada decisão do grupo de refugiadosdificulta a definição do calendário acertado entre todas as partes envolvidas, para o regresso organizado dos refugiados, complicando o processo em geral”.

O grupo de cidadãos congoleses, que faz partedos 23.600 refugiados na província angolana da Luanda-Norte, decidiu abandonar Angolainiciando uma caminhadade maisde 100 quilómetros, alegando falta de condições para a sua permanência neste país.

O governo da província da Lunda-Norte fez saberqueestá a tentar convencer o grupo decongolesesa regressarao centro de acolhimento do Lóvua“até que seja possível o seu retorno organizado ao seu país”.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR)alertou já que “aqueles que regressassem por sua conta não poderiam contar com o apoio da referida organização”. Esta posiçãoé também defendida pelo pelo Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS).

O seu responsável em Angola padre Celestino Epalanga disse à VOA que não existem condições que possam permitir uma saída organizada dos refugiados congoleses.

O responsável jesuíta admitiu que a atitudedo grupo de refugiados é uma forma de pressão sobre o governode Angola para levantar as restrições impostas à sua livre circulação pelo território diamantífero da Lunda-Norte na sequência da “Operação Transparências” .

A tensão tem vindo a aumentar nos últimos meses naquele cmapo tendo-se mesmo realizado uma manifestação contra o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados ACNUR.

Fonte: Voa-Angola

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