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O Monstro está em Cena Uma reflexão contemporânea sobre o ser humano

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A diretora artística da Companhia de dança Contemporânea de Angola – Ana Clara Guerra Marques – trouxe mais uma vez ao público, o espetáculo “O Monstro está em cena”, numa co-autoria com Nuno Guimarães.

O palco foi o Centro cultural português, Camões, onde o convite à reflexão sobre o ser humano enquanto protagonista de um mundo onde cresce a violência, o individualismo e a intolerância, levou-nos a um forte momento de análise.

Os novos modelos capitalistas baseados no consumismo e nos conflitos entre os diferentes grupos étnicos, religiosos ou políticos, promovem o surgimento de novos “muros” e a resignação perante as assimetrias entre fausto e miséria.

As questões de género e a condição de inferioridade imposta à mulher são, igualmente, alvo desta desconfortante introspecção sobre a condição humana.

No link da revista podes ficar a conhecer mais sobre a história de vida da Companhia de Dança.

Duas solidões em contraposição constroem e descontroem um objeto cénico duplo sob a inspiração do reflexo, do fugaz, e do narcísico, da curiosidade extrema perante si mesmo revelando-se coreograficamente como simultânea diferença e simultânea identidade.

Recordamos que esta Companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espetáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca dezenas de obras originais, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no mundo.

Com 27 anos de existência, ocupa um lugar privilegiado na História de Angola, ao ter semeado o “novo” no vasto terreno da dança onde continua a desenvolver um trabalho artístico único e original.

No link da revista podes ficar a conhecer mais sobre a história de vida da Companhia de Dança.

 

 

 

Fonte: Platina Line

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