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Obras causam défice de 1887 megawatts

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O sistema eléctrico nacional regista um défice de produ-ção de 1887 megawatts (MW), resultante do processo de descarga da albufeira da Barra-gem de Cambambe, no Cuanza-Norte, iniciado no dia 8 de Agosto.

A informação foi prestada terça-feira pelo secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa, no fim de uma visita de constatação dos trabalhos de injecção de massa betuminosa para eliminar fissuras resultantes do alteamento do complexo hidroeléctrico concluído em 2017, noticiou a Angop.

O responsável afirmou que, apesar desse trabalho ocasionar a redução dos ní-veis de produção de energia, o fornecimento de electrici-dade em todo o país será compensado com outras fontes de energia.

Angola, prosseguiu, tem uma potência instalada de cinco mil MW produzidos por barragens e centrais térmicas, mas fruto da operação em curso, as barragens de Capan-da, Laúca e Cambambe encontram-se a produzir apenas 1663 MW, contra os 3550 MW de capacidade e dos quatro mil da potência real disponível em todo o país, o que representa um défice na produção de energia.

A redução dos níveis de produção de energia, referiu, foi acautelada com a entrada do sistema Norte-Centro, do Ciclo Combinado do Soyo e das centrais térmicas de Luanda, Benguela e Huambo, que do ponto de vista de operações do sistema vão compensar o fornecimento de energia em dez províncias.

O secretário de Estado disse, por outro lado que, a nível da região Leste, o fornecimento de energia será melhorado a partir do mês de Setembro, com a entrada em funcionamento da Central Térmica do Luena II (Moxico), com capacidade de 20 MW, potência similar à prevista para a Lunda-Norte.

Operação em bom ritmo

O trabalho de injecção de calda de cimento nos encontros da queda de água da Barragem de Cambambe, visando eliminar fissuras resultantes do alteamento do Complexo Hidroeléctrico, entre 2009 e 2017, decorre a bom ritmo, de acordo com o responsável do Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (Gamek) Alberto Carneiro.

A operação permitiu baixar já o nível para nove dos 29, 5 metros de água previstos até ao dia 19 de Agosto, no que considera ser um processo normal que ocorre em qualquer obra de construção de complexos hidroeléctricos, de modo a tornar a estrutura mais homogénea.

Finda a fase de descarga, referiu, será dado o início da injecção da massa betuminosa, num período de 30 dias, o que, depois de concluído, permite a retenção das águas e a reposição nos níveis desejados para o normal funcionamento da barragem, que conta com uma quota máxima de 130 metros de altura.

Depois da conclusão das obras, a Barragem de Cambambe estará dotada de condições para produzir ao máximo da sua capacidade instalada, 960 MW, de acordo com declarações do responsável do Gamek.

Fonte: Jornal de Angola

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