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Operadoras de telecomunicações podem reduzir custos

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O Comité de Coordenação de Infra-estruturas de Comunicações Electrónicas (INFRACOM) considera que o processo de partilha de equipamentos de telecomunicações tem resultado e visa reduzir os custos de investimentos e operacionais das operadoras de telecomunicações.

“Existe o INFRACOM, presidido pelo INACOM, e no âmbito desse órgão têm sido realizados encontros mensais com as operadoras para avaliar formas de optimizar a infra-estrutura existente e também da mesma a ser utilizada pelas várias empresas do sector”, aclarou o presidente do conselho de administração do Instituto Angolano das Comunicações, Leonel Inácio Augusto, que falava no Fórum Económico da Semana do Brasil, em Luanda.

Para garantir o controlo e coordenação do respectivo regulamento, aprovado pelo Decreto Presidencial n.º 166/14, de 10 de Julho, as operadoras não podem fazer duplicação de investimentos, sendo que, em zonas onde já há infra-estruturas de telecomunicações boas para partilha, as empresas devem repartir o espaço para reduzir os custos de investimentos e aumentar a cobertura pelo País.

“O investimento na área de telecomunicações é sempre de muito alto montante, é um sector de capital intensivo para garantir as comunicações electrónicas para as populações, com necessidade de se investir na parte de energia, transmissão e noutros itens que vêm do exterior do País”, sublinha Leonel Augusto. Ainda assim, esclarece o PCA do INACOM, é necessário perceber que as antenas estão ligadas aos equipamentos activos, e aí não é necessária a partilha, mas a obrigatoriedade de uso conjunto recai nos equipamentos passivos, como as torres e o espaço, numa primeira fase.

“Vamos continuar a massificar esse processo para que a legislação se cumpra”, vincou o responsável. Na mesma senda, de acordo com Leonel Augusto, está a ser feito um estudo para perceber os custos operacionais das empresas de telecomunicações, e com base nisso será publicado um documento com informações com base ao modelo de custeio actual.

 

FONTE: Angonotícias

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