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Restos mortais de Amélia Mingas repousam no Alto das Cruzes

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Luanda – Os restos mortais da linguista Amélia Mingas foram, nesta quinta-feira, a enterrar no Cemitério Alto das Cruzes, em Luanda. A linguista faleceu na passada segunda-feira, 12, vítima de doença, numa das unidades hospitalar de Luanda.

Durante o acto fúnebre foram lidas mensagens da Universidade Agostinho Neto (UAN), dos estudantes do mestrado em língua portuguesa e literatura, docentes universitários e estudantes da Faculdade Letras.

Acompanhar até a última estiveram membros do governo, deputados, académicos, docentes, discentes, familiares, amigos, dentre outras personalidades.

Nascida em Luanda, em 1946, Amélia Mingas fez a instrução primária na escola 08 e os estudos secundários nos liceus Paulo Dias de Novais e Salvador Correia.

Licenciou-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e doutorou-se em Linguística Geral e Aplicada pela Universidade René Descartes de Paris.

Professora do ensino secundário em Angola, exerceu as funções de coordenadora de Língua Portuguesa do Instituto Médio de Educação. Foi coordenadora do Departamento de Língua Portuguesa do
Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED-Luanda) e directora do Instituto Nacional de Língua do Ministério da Cultura.

Amélia Mingas foi responsável pela cadeira de Linguística Bantu na Universidade António Agostinho Neto.

Entre 2006 e 2010, Amélia Mingas foi directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa, com sede na cidade da Praia, em Cabo Verde, tendo defendido o estabelecimento de uma política linguística comum aos oitos Estados que têm o português como língua oficial.

Participou em vários seminários e palestras ligados à problemática das línguas africanas e portuguesa, no interior e exterior do país. Publicou “Interferência do Kimbundu no Português falado em Luanda”.

A malograda faz parte de uma família de influentes músicos. Do seu tio Liceu Viera Dias recebeu o ritmo e uma nova maneira de interpretar a música angolana. Ao irmão mais velho, Rui Mingas, ajudou a desenvolver uma sonoridade própria, e influenciou o irmão mais novo, o também já falecido André Mingas.

Fonte: Angop

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