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Rússia adverte EUA contra uso da força na Venezuela

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O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, advertiu terça-feira, em conversa telefónica, o seu homólogo norte-americano, Mike Pompeo, contra o uso da força na Venezuela, indicou a diplomacia russa.

Sergei Lavrov “alertou contra qualquer ingerência nos assuntos internos da Venezuela, incluindo o uso da força com a qual Washington ameaça, em violação à lei internacional”, indicou o ministério russo num comunicado.

De acordo com a nota, a comunicação telefónica ocorreu por iniciativa norte-americana e, na conversa, Sergei Lavrov “disse estar pronto para consultas sobre a questão da Venezuela à luz dos princípios da ONU.”

O contacto telefónico ocorreu num momento em que Mike Pompeo se encontra na Polónia, depois de visitar a Hungria e a Eslováquia.

Em Bratislava, na Eslováquia, o mesmo disse que o Presidente russo, Vladimir Putin, era uma ameaça às “democracias do mundo inteiro.” A Venezuela realiza manobras militares para fazer frente a uma eventual intervenção norte-americana, uma opção que, segundo o Governo dos Estados Unidos, está “sobre a mesa.”

A Rússia expressou o seu firme apoio ao Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, perante o apoio dos Estados Unidos, Canadá e da maioria dos países latino-americanos e europeus ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente da Venezuela a 23 de Janeiro. Moscovo, a China e a Turquia rejeitaram o apelo da Europa e dos Estados Unidos para Maduro convocar eleições.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

O Papa Francisco recordou ontem que o Governo venezuelano não aproveitou até agora as tentativas de mediação do Vaticano, em resposta a um pedido para que intercedesse visando encontrar uma saída para a crise no país.

Na carta, dirigida a Maduro e com data de 7 de Fevereiro, Francisco aponta as várias vezes, nos últimos anos, que o Presidente pediu e o Vaticano acedeu a “tentar encontrar uma saída para a crise”.  antiga União Soviética.

 

Fonte: Jornal de Angola

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