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São Tomé preocupado com desvinculamento de Angola da Enco

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Na sequência do recente anúncio pela petrolífera angolana Sonangol da sua intenção de vender as acções que detém na sua congénere são-tomense Enco, na qual se situa em posição maioritária, o primeiro-ministro são-tomense deu conta da sua preocupação mas assegurou que o seu executivo vai conseguir “adaptar-se à conjuntura”.

“Vamos nos adaptando à conjuntura. Certamente vamos acompanhar com preocupação, são processos de soberania e vamo-nos adaptar”, declarou Jorge Bom Jesus à margem da comemoração do 44° aniversário do Dia das Nacionalizações.

No dia 20 de Setembro a Sonangol anunciou a venda já a partir de 2020 dos seus activos em 26 empresas, sendo que vai igualmente vender as acções que detém em três empresas em 2021 e uma em 2022. Da lista de empresas das quais a Sonangol vai retirar-se consta a Combustíveis e Óleos de São Tomé e Príncipe (Enco) na qual a Sonangol detém 76% do seu capital social desde 2008. Onze anos depois de tomar o controlo desta empresa, a petrolífera angolana indica que a partir do ano 2021, a Enco já não estará inserida no grupo de cerca de 200 empresas controladas ou participadas pela Sonangol.

Tal como outras empresas públicas angolanas, a Sonangol está a recentrar as suas actividades e, no horizonte 2022, deveria ela própria ser privatizada. Angola que pretende dar um novo impulso à sua economia com o apoio do FMI e do Banco Mundial, tem estado a conduzir uma política de privatizações que abrange, para além da Sonangol, empresas como a Endiama ou a TAAG.

Neste contexto, ao referir respeitar as “decisões das autoridades angolanas”, o chefe do executivo são-tomense defendeu a necessidade de “se relançar o sector privado, sobretudo o investimento privado directo”, argumentando que “o Estado tem que ir paulatinamente saindo das empresas”. Ao constatar que Angola entrou neste processo, Jorge Bom Jesus declarou que o seu país “também vai seguir essas pegadas para estimular o tecido empresarial nacional”.

Fonte: Angonotícias

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