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Seis barragens serão erguidas para reduzir impacto da seca

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O Instituto Nacional de Recursos Hídricos (INRH) apresentou ontem, na cidade de Moçâmedes, o projecto para a construção de seis barragens nos principais rios do Namibe, para retenção de água e atenuar os efeitos da seca na região.

Avaliado em 800 milhões de dólares, as barragens vão ser construídas nos rios Caraculo, Bero, Giraúl, Inamangando, Bentiaba e Carujamba. O director do INRH, Manuel Quintino, disse que o projecto está enquadrado no Plano Nacional de Águas e visa criar reservas hídricas para o combate a seca, diminuir a movimentação de pessoas, fixando-as através do desenvolvimento agrícola e industrial da região.

“O objectivo principal da construção das barragens nos rios do Namibe é, também, tratamento das águas residuais, reabilitação das instalações existentes, desenvolvimento agrícola e industrial da região, que é rica em produção de tomate, além de impedir que no período das grandes enxurradas as águas vão parar ao mar”, disse o responsável.
Jorge Hilário, membro do conselho de auscultação às comunidades, presente no acto, considerou alto o valor do projecto, afirmando que faria mais sentido, com o dinheiro, reparar todas as barragens, represas e furos de água já existentes.

“A rota da transumância do gado deve entrar no projecto da construção das barragens, para evitar a seca no período de poucas quedas pluviométricas, principalmente nas regiões mais críticas”, disse.

O administrador municipal de Moçâmedes, João Ernesto dos Santos, é de opinião que as barragens podem minimizar a carência de água para a população e o gado.

“É necessário, também, que se reabilite e faça a manutenção das barragens antigas, para que o projecto seja, de facto, estruturante no combate à seca e para o desenvolvimento local”.

O projecto para a construção das seis barragens resulta de uma pesquisa efectuada entre 2013 e 2018. Agora está na fase de mobilização de recursos financeiros, para depois proceder-se ao lançamento de concursos.

O governador da província do Namibe, Carlos da Rocha Cruz, disse que com a construção das barragens haverá maior aproveitamento das águas subterrâneas.

Fonte: Jornal de Angola

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