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Trabalhadores do CFL cruzam os braços por tempo indeterminado

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Os trabalhadores dos Caminhos-de-Ferro de Luanda (CFL) estão a partir de hoje em greve por tempo indeterminado para reivindicarem, entre outros aspectos, aumento salarial e melhores condições laborais.

Segundo o secretário para os assuntos jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores do CFL, Ditoloca Kinkela, não se chegou a nenhum consenso com a entidade empregadora, nos dois dias de conversação, o que levou os mais de 900 trabalhadores a não recuarem na decisão de greve.

O pomo da discórdia que desencadeou a greve é o facto de a empresa alegar que não tem condições para aumentar os salários, na ordem dos 80 por cento, tal como exigem os funcionários que dizem existir falta de vontade da entidade empregadora, a quem acusam de nem sequer apresentar uma contraproposta.

“Alguns pontos chegamos a um acordo, mas sobre o aumento salarial a direcção nem sequer inclui nos pontos da discussão”, disse Ditoloca Kinkela, acrescentando que a não inclusão deste ponto nas discussões é um indicativo que não se quer solucionar o impasse existente.

A partir de hoje os funcionários predispõem-se apenas a manter os serviços mínimos como manda a lei, nomeadamente a circulação de um comboio no período da manhã e outro no período da tarde. O sindicalista disse também que os serviços mínimos no posto de saúde do CFL estará assegurado enquanto se mantiver a greve.

Sobre o subsídio de transporte, um dos pontos mais discutidos nas reuniões de Quinta e Sexta-feiras, Ditoloca Kinkela frisou que a solução encontrada pela direcção da empresa é o de solucionar a avaria de um autocarro que se encontra estacionado no estaleiro para servir de apoio aos trabalhadores dentro de dois meses.

Está previsto para hoje um encontro entre os representantes do Ministério dos Transportes e o sindicato, mas Ditoloca Kinkela argumentou que esta reunião em nada afectará a paralisação dos trabalhos, já que a greve terá início a partir das 6 horas da manhã. Aliás, acrescentou que quem tem legitimidade para suspender a greve é a Assembleia de Trabalhadores.

Para o porta-voz do CFL, augusto Osório, a direcção da empresa julga não haver necessidades de aderir à greve, realçando que foram satisfeitos 18 pontos das 19 exigências constantes no Caderno reivindicativo dos trabalhadores.

Segundo Osório houve um entendimento para a suspensão da greve enquanto decorrem as negociações o que culminou com a criação de uma comissão composta por elementos do sindicato e da direcção da empresa. “mais de 95 por cento das reivindicações foram aceites pelo CFL, faltando apenas um ponto, não percebemos por que razão é que se efectiva a greve, enquanto decorrem as negociações.

Falta boa-fé e achamos injustificada esta atitude”, disse augusto Osório. O responsável frisou que o dinheiro para solucionar as exigências dos trabalhadores terá de vir da actividade normal da empresa, mas com a greve fica difícil de se solucionar.

 

Fonte: Angonotícias

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