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Um quarto das ‘zungueiras’ angolanas asseguram renda activa das suas famílias

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A Associação Observatório de Políticas Públicas da Perspetiva do Género (ASSOGE), sedeada em Angola, indicou hoje que 25% das mulheres ‘zungueiras’, vendedoras ambulantes, constituem as “únicas rendas ativas de suas famílias”, defendendo “maior justiça económica e social”.

Segundo a diretora executiva da ASSOGE, Delma Monteiro, as mulheres zungueiras, como são conhecidas as vendedoras ambulantes em Angola, asseguram uma “contribuição fundamental” à economia do país, por isso, frisou, devem ser “protegidas legalmente”.

“Nos grandes armazéns cerca de 70% das suas vendas é para as ‘zungueiras’ que fazem a redistribuição na venda a retalho, então, isso tem um impacto muito grande nas economias das famílias e do país”, disse.

“Por outro lado, tem também a questão de que elas são, normalmente, uma contribuição ativa para o sustento das famílias, cerca de 25% das mulheres ‘zungueiras’ são as únicas rendas ativas que as suas famílias possuem sustentando sozinhas as famílias”, adiantou Delma Monteiro.

Em declarações à Lusa, no âmbito de uma conferência sobre “Zungueira: Sua Proteção e Contribuição na Economia do País”, que se realiza, na terça-feira, em Luanda, assinalou que estas mulheres garantem a sustento de “muitas famílias que se encontram no limiar na pobreza”.

Apesar da “pressão policial e dos agentes da fiscalização”, e com relatos e contestações sobre a atuação dessas autoridades, as zungueiras têm presença notável nas ruas do país comercializando diversos produtos, desde géneros alimentares a eletrodomésticos.

 

Fonte: Angonotícias

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