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Zona de comércio em África aumenta níveis de bem-estar nos países lusófonos

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A liberalização do comércio em África aumentará os níveis de bem-estar nos países lusófonos entre 1,1 e 5,1%, segundo uma projeção sobre a zona de livre comércio feita para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O estudo, ainda em progresso, estima o impacto zona livre de comércio em África (AfCFTA, na sigla em inglês) nos níveis de bem-estar em 45 dos 53 países que assinaram o acordo para o livre comércio no continente, incluindo os lusófonos Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

A Guiné-Bissau e a Guiné Equatorial, que também assinaram o acordo, ficaram de fora desta projeção.

O Acordo de Livre Comércio Continental Africano entrou em vigor a 30 de maio, depois de ter sido ratificado por um mínimo de 22 países, onde não se inclui nenhum dos estados africanos de língua portuguesa.

As projeções do estudo, baseadas num modelo que avalia os efeitos da AfCFTA tendo por base tanto sistemas de livre concorrência como de monopólio comercial, estima que Moçambique registe maior crescimento nos seus níveis de rendimento e bem-estar entre os lusófonos, atingindo os 5,1%.

Em São Tomé e Príncipe, o aumento projetado é de 2,3%, em Angola 2,0% e em Cabo Verde de 1,1%.

Globalmente, entre os 45 países incluídos na projeção, o reino de Essuatíni (ex-Suazilândia), com 11,0%, a Namíbia (9,5%) e o Botsuana (8,8%) registariam os impactos mais positivos nos seus níveis de bem-estar e rendimentos.

O estudo conclui que os ganhos provenientes da adoção do acordo de comércio livre são significativos em todos os cenários de redução de barreiras ao comércio, mas aponta que a maior parte desses ganhos é proveniente da redução de barreiras não tarifárias (NTB, na sigla em inglês), nomeadamente o preço dos transportes, mais do que da eliminação exclusiva das tarifas.

 

 

Fonte: Angonotícias

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