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Africell vai participar no concurso para quarta operadora de telecomunicações em Angola

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A Africell planeja participar no concurso para quarta operadora de telecomunicações em Angola, a empresa vai gastar uma parte do crédito de 100 milhões de dólares em pagamentos para licitação para licença em Angola. A operadora tem 15 milhões de assinantes em quatro países africanos em Uganda, República Democrática do Congo, Gâmbia e Serra Leoa e foi fundado em 2001 na Gambia.

O CEO da Africell, Ziad Dalloul, disse à Reuters que Angola é um pais muito atraente, a empresa tem US $ 300 milhões, separada da linha de crédito da OPIC, para investir em um novo mercado como o de Angola, no primeiro ano de início dos negócios, se eles obtivessem uma licença. O presidente angolano anulou o concurso público internacional para a quarta operadora de telecomunicações em Angola em Abrir deste Ano, alegando que a empresa vencedora não apresentou resultados operacionais dos últimos três anos, como impunha o caderno de encargos.

Uma licença de telecomunicações é sempre um assunto importante. Em Angola acabou de tornar-se ainda mais, com a anulação da entrega da quarta licença móvel à Telstar. A licença tinha sido entregue em 12 de abril, depois foi revogada. Num decreto, o presidente João Lourenço justificou a decisão com o incumprimento da concorrente em apresentar o “balanço e demonstrações de resultados e declaração sobre o volume global de negócios relativo aos últimos três anos”. As outras duas três operadoras em Angola são a Unitel, sob controlo de Isabel dos Santos, a Movicel, e a Angola Telecom (empresa estatal em processo de privatização) com uma posição residual.

A empresa em questão, a Telstar Telecomunicações, tinha batido 26 operadoras locais e internacionais na concorrência – e a decisão de atribuir a licença tinha sido bastante criticada nos meios de comunicação social. ” A Telsar não tem registo de atividade”, disse à Bloomberg Antonio Estote, economista da Universidade Lusíada, em Angola. Na altura, o ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação de Angola, José Carvalho da Rocha, referiu que já não era possível impugnar os resultados. Um dos mais importantes grupos a concurso, a sul-africana MTN , teria saído do concurso alegando que o processo estava “viciado” e nada “transparente”.

Mais tarde, o governo divulgou que a Telstar – Telecomunicações, Lda – fora criada a 26 de janeiro de 2018 com apenas 200 mil kwanzas (550 euros) de capital social, tendo como acionistas o general Manuel João Carneiro (90%) e o empresário António Cardoso Mateus (10%). E o presidente João Lourenço atuou, decretando que o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação abrisse novo concurso.

Fonte: Angonotícias

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