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Artistas brasileiros formam jovens no Cazenga

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Um grupo de 22 artistas brasileiros está desde 10 de Julho no país a realizar um ciclo de formações, acções sociais e actividades culturais em quatro províncias de Angola, nomeadamente: Luanda, Bengo, Benguela e Huambo.

O principal objectivo do intercâmbio entre brasileiros e angolanos é fortalecer os laços entre os dois países por meio das suas culturas, que são muito parecidas. Sendo que durante a sua estadia em Angola, os artistas brasileiros formar jovens em diversos áreas, realizar palestras, apresentações gratuitas para as comunidades angolanas nos municípios do Cazenga e Cacuaco em Luanda, Barra do Dande no Bengo, Bailundo no Huambo e em Benguela.

O grupo de intercambistas composto por historiadores, escritores, actores, professores músicos e produtores culturais, foi recebido pela Globo Dikulo, organização responsável pela logística e permanência de todos os brasileiros envolvidos no projecto, que durante o período de estadia farão também, visitas de turismo em locais históricos de Angola, roda de conversa com artistas e produtores culturais locais, darão cursos de Economia Criativa, criação de oficinas de música, teatro, literatura, dança, contos, espetáculos de dança e música, lançamento de livros, amostras culturais e workshops para Jovens: Marketing Pessoal, Coaching de Carreira, com direito a certificado de participação e muito mais.
Todos os dias são formados mais de 30 jovens em diferentes áreas, no centro de Formação Animarte, situado no município do Cazenga.

O projecto conta com o apoio do Coletivo Ombaka em parceria com a Banga Artesanato, em Benguela, os Caçadores de Excelência no Bailundo, Associação Palancas Negras e o Consulado Geral de Angola em São Paulo.

NOME E FUNÇÃO DOS INTERCAMBISTAS

Alex André Vargem – Empreendedor cultural e Palestrante.
Ana Aparecida Luciano de Oliveira – Marketing Pessoal, Coaching de Carreira.
Bianca Campos de Sousa – Marketing Pessoal, Coaching de Carreira.
Giuliana Maria de Oliveira – Atriz premiada “Projeto Umbuzeiro em Angola”
Fernando Vicente – Ator premiado, teatro e televisão “ Projecto Umbuzeiro em Angola”.
Genildo Pereira Lima – Musico e compositor “Realização de uma apresentação musical e roda de conversa com artistas locais”.
Vinicius Alves da Silva – Ator, produtor cultural, cineasta.
Ana Lucia de Camargo – Mestre professora e escritora, bailarina “Curso e Workshop de Economia Criativa”.
Tereza de Fatima Mascarin – Mestre, pesquisadora e escritora.
Andreia da Silva – Estilista, professora e empreendedora cultural “Projeto AGBARA moda afro”.
Keila dos Santos – Produtora e empreendedora cultural “Roda de conversa sobre dança Kizomba com jovens e dançarinos locais.
Vanessa da Rocha – Produtora e empreendedora cultural “Roda de conversa sobre dança Kizomba com jovens e dançarinos locais.
Magna de Oliveira – Escritora, professora e mestre contadora de história “Projeto as Yabás”.
Maria da Costa / Madu Costa – Mestre, professora, escritora e contadora de história. “Projeto as Yabás”.
Shirley Magda Oliveira dos Reis / Chica Reis: Professora e mestre em contação de história. Projeto as Yabás.
Ligia Helena, Paulo Estrela D´agua, Elaine, Rodrigo Luz, Thais Povoa, Michele: Grupo de educadores e artistas que participarão do Festeca e atividades interdisciplinares na província de BENGUELA.

Sobre o colectivo Raízes
O Colectivo Raízes, é um grupo formado por jovens artistas, acadêmicos e ativistas africanos residentes no Brasil. O seu principal objectivo é a promoção e elevação da cultura africana no Brasil, valendo-se ao apoio da lei de incentivo a cultura, do programa VAI II, juntou uma coletânea de textos literários que resultou na obra “Negras de lá, negras daqui”.
Dentre a construção e massificação das múltiplas artes e cultura africana, o Projeto se destaca com maior amplitude em atividades ligadas à literatura, sendo que:
Promove a literatura africana e a integração cultural de todos os povos, incentivando e divulgando a possibilidade dos imigrantes acessarem políticas públicas de cultura no Brasil;
Facilita o acesso às expressões culturais dos países africanos e contribui com o resgate histórico cultural sobre uma África que não parou com o processo da escravatura. Mostra uma nova África por meio dos artistas ligados ao colectivo.

Fonte: Platina Line

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