Artigo

EUA reiteram compromisso de formação de jornalistas angolanos

57 Visualizações

Benguela – A secretária de Imprensa, Cultura e Educação da Embaixada dos Estados Unidos em Angola, Deneyse Kirkpatrick, reafirmou, este domingo, nesta cidade, o compromisso daquele país em continuar a formar jornalistas angolanos, visando contribuir no fortalecimento da democracia.

Deneyse Kirkpatrick, que falava no encerramento de mais uma acção de formação destes profissionais, sobre “Jornalismo online e novas tecnologias”, promovido pela Embaixada americana em parceria com a Voz da America (VOA) e o Clube de Imprensa de Benguela (CIB), considerou que os jornalistas contribuem na construção de um país mais democrático e justo, onde todos os cidadãos possam ter voz.

Segundo a secretária, os EUA reiteram o compromisso na sua parceria com Angola e consideram que para qualquer democracia é essencial que haja uma imprensa livre, forte e imparcial, que funcione como garantia de oportunidades tantos nos órgãos estatais como privados.

Referiu que os Estados Unidos da América têm encorajado o governo angolano a promover um engajamento construtivo da imprensa, permitindo que os jornalistas públicos e privados intervenham num papel crítico.

“Como a notícia hoje em dia é transmitida em tempo real, os jornalistas têm que ter o cuidado de investigar os factos, para informar com verdade, isenção, imparcialidade e em tempo oportuno”, disse, apontando que nas redes sociais existem muitas fake news (notícias falsas), cabendo aos profissionais verificar a autencidade dos factos, a fim de informarem com verdade.

Informou que, desde 2015, a embaixada americana tem ministrado acções de formação em Angola na área das novas tecnologias, cujo objectivo é ajudar os profissionais da classe, políticos e membros da sociedade civil, a aproveitarem ao máximo essas ferramentas para que possam comunicar com o público de forma mais eficaz.

Por seu turno, o presidente do Clube de Imprensa de Benguela (CIB), Edson Santos, afirmou que o evento correspondeu com as expectativas a julgar pela forma dinâmica e proveitosa como foram abordados os temas, o que vai contribuir para um desempenho melhor dos profissionais da classe.

Edson Santos disse que o CIB vai continuar a trabalhar com a Embaixada americana, em prol de um jornalismo cada vez melhor, respeitando sempre a ética e a deontologia profissional.

“É preciso uma mudança de mentalidade, estamos a viver um momento impar no país e é preciso que cada um contribua de facto para o exercício condigno da profissão, para que o jornalista seja cada vez mais respeitado”, disse, solicitando à referida embaixada mais parcerias na formação da classe, sobretudo sobre autarquias.

Durangnte dois dias, a acção formativa capacitou perto de 30 jornalistas de órgãos estatais e privados das províncias de Benguela e Cuanza Sul, visando ajudar a fortalecer a democracia no país, enquanto participes desse processo.

No workshop orientado pelos jornalistas Mayra Fernandes, editora de multimédia da VOA, e Teixeira Cândido, secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, foram debatidos temas como As eleições e a democracia, Eleições locais angolanas e seu contexto, Ambiente digital em Angola, Recursos digitais para cobertura de notícias, Impacto mundial da cobertura eleitoral, Identificação de páginas falsas, dentre outros.

Fonte: Angop

Deixe uma resposta