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Igrejas angolanas querem que exploração de recursos naturais beneficiem o povo

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As denominaçãoes religiosas em Angola querem ver o resultado da exploração dos recursos naturais a beneficiar as comunidades locais e os cidadãos em geral.

Por isso, o Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA) lançou desde 2016 o denominado Movimento Tchota, um espaço de reflexão e de debate que tem estado a promover encontros para analisar a questão da exploração dos recursos naturais em Angola, à semelhança do que acontece em alguns países da região austral de África.

Os impactos dessa exploração é uma das vertentes dos debates.

O vigário-geral da arquidiocese do Lubango, padre Domingos Capembe, defende que a partilha dos recursos naturais num mundo global deve ser inclusiva, acompanhada da capacitação das pessoas.

“Esforços visíveis da formação das pessoas para essa consciência de globalização, de ecologia, de exploração dos recursos humanos com noção com consciência dos impactos ambientais é muito importante é uma coisa muito urgente, porque disto depende a sustentabilidade”, sustenta.

A província da Huíla acolheu nos últimos dias uma conferência sobre os impactos da exploração dos recursos naturais com base num relatório de dados dos municípios dos Gambos, Chibia, Humpata e Jamba, zonas que detêm empresas a desenvolver actividade extrativa.

O aludido relatório revela, por exemplo, que a maior parte das rendas provenientes da exploração, para além de servir as empresas extrativas, vai para a Conta Única do Tesouro (CUT), embora permita a criação de alguns postos de trabalho aos jovens locais.

O presidente do Tchota, reverendo Daniel Ntoni Zinga, aponta o diálogo permanente como a via única para busca de consensos no assunto em questão.

“Estamos a tentar ver como fazer com que essa visão seja real na vida dos angolanos. Então estamos a criar espaços de diálogo porque só pelo diálogo é que podemos chegar a consensos sustentáveis e que serão o motivador do desenvolvimento sustentável e para se chegar a esse tipo de acção precisamos de nos entender de nos acordarmos e de criar consensos”, diz.

O CICA promove a próxima conferência nacional sobre os impactos da exploração dos recursos naturais na segunda quinzena de Agosto em Luanda,a anteceder a conferência internacional que decorrerá no início de 2020 na África do Sul.

Fonte: Voa

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