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Lula da Silva sai em liberdade depois de 580 dias na prisão

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O ex-Presidente brasileiro Lula da Silva foi posto ontem em liberdade, depois de um ano e sete meses de prisão na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, tendo se encontrado logo de seguida com a multidão que o aguardava na Vigília Lula Livre.

Lula de Silva foi carregado sobre ombros, antes de discursar para milhares de pessoas. O político, sempre envolvido pela multidão, leu uma lista com figuras a quem agradeceu o esforço e empenho para a sua libertação.

Lula, que esteve 580 dias de prisão, aguarda julgamento em liberdade.
Desde as primeiras horas do dia, a movimentação na Vigília Lula Livre era fora do normal. Pessoas chegavam de todas as partes havia bandeiras hasteadas e grades de segurança posicionadas.

Uma multidão, formada por movimentos sociais, lideres políticos e anónimos solidários com Lula da Silva, esteve concentrada desde cedo. Para garantir a segurança do ex-Presidente, à saída da sede do prédio da Polícia Federal foi montado um cordão de isolamento. Movimentos sociais prometem para hoje um grande acto, a partir das 9 horas, em frente aos Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, onde Lula fará um pronunciamento à nação.

A decisão de libertação de Lula da Silva foi comunicada ontem pelo juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba.
O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro anulou, na quinta-feira, a possibilidade de prisão de condenados em segunda instância, alterando um entendimento adoptado desde 2016.

Com a decisão, réus condenados só poderão ser presos após o trânsito em julgado, ou seja, depois de esgotados todos os recursos, com excepção para casos de prisão preventiva decretada.

O histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT) foi preso após ter sido condenado, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.

Fonte: Jornal de Angola

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